sábado, 8 de novembro de 2008

A Vã-guarda

Marionetes do tédio
Do ‘márquetim’ estéril
De nossas próprias deformidades

Erguem velhos impérios
Igrejas, templos e monastérios
Coretos de perversidades

Degolam o rei
Enforcam o padre
Superlotam cemitérios

Criam nova Coroa
Novas leis
Novas regras de civilidades

Entoam novos hinos
A novas bandeiras, prestam homenagem

E recitam velhos impropérios
E celebram seus egos enaltecidos
E se congratulam mutuamente

Até se desfazerem
Convencidos do fim do conformismo
Convencidos da missão cumprida

Tementes pois sabem
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Que toda a raiva do universo espera

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