sábado, 8 de novembro de 2008

3

E o céu será todo redenção
E se abrirá em azul febril
Mas nos escapará aos olhos

E te encantaste por meu medo mais feroz
Vai-te, não me pertences mais
Sobe a teus céus, pois teus pés já os fazem sucumbir
Carrega cada um que jaz em teu caminho
Eu me apago, me entrego a tua vontade e meu infinito desprazer
Deixas para trás um velho amigo,
Maior amante, grave, austero e ferido
Nas rugas que tu pediste

Vai, torna-te então o que és
Suga-me até a última gota
E em tua nova cama e casa purifica-me
somente ao desfazer-te de mim

Sublimo-me em ti
Sublima-te em mim
Pois que nosso sangue cessa suas rotas de comunhão

És gota, és vinho, és deusa
Eu, não escravo, não rei,
Servo
Em teus dedos, em teu ar
Amo-te, mas somente agora
Dancemos em pares, pois quero dançar sozinho

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